
Porto Velho, RO - O caso não só preocupa, mas também assusta, pela forma como ele andou; pela ilegalidade praticada por um vereador e policial e, mais que isso, porque pode estar dando uma tênue fotografia da baixaria que pode nortear a campanha eleitoral para o Governo de Rondônia, que, oficialmente, ainda nem começou.
Tudo começou quando vizinhos do ex-prefeito e agora candidato ao Governo Adailton Fúria o avisaram que havia uma dupla de pessoas estranhas, num carro estranho, filmando e tirando fotos da residência particular do político. Pouco depois, a dupla trocou de carro, tão logo sentiu que foi descoberta.
Avisado, Fúria foi ao local e decidiu enfrentar a dupla. Mandou abrir a porta (já no segundo carro) e questionou os motivos pelos quais estava sendo espionado em sua própria casa. A princípio, Fúria ficou surpreso. No veículo estavam o vereador Amarilson Carvalho, que também é policial e um jornalista, que, segundo vídeo divulgado pelo ex-prefeito, é dono de um site que sempre o atacou.
Tudo ficou ainda mais estranho quando Fúria identificou no vereador, que ele denunciou como “coordenador da campanha do PL em Cacoal”, ou seja, um homem público, com cargo na Câmara de Vereadores e ainda policial, mesmo sabendo do ato ilegal, ainda assim o praticou.
Claro que o assunto explodiu em todo o Estado. O que o vereador e o jornalista faziam espionando a casa de um dos principais adversários do PL na campanha pelo Governo? Estavam sob as ordens de quem?
O comando regional do partido e seu candidato, Marcos Rogério, certamente não aceitaram a ação ilegal, embora, ao menos até a noite do sábado, não tivesse sido tomada nenhuma medida pelo partido para explicar a ação esdrúxula, que seria cômica, não fosse trágica, da dupla que agiu como aquela dupla Deby&Loyde, do filme famoso.
No lado sério e perigoso da história, ficou um alerta para o que vem por aí. Que tipo de campanha política teremos, quando um representante de um dos partidos mais fortes do Estado utiliza um esquema de espionar a vida e, mais que isso, a casa, a esposa, os filhos de um dos adversários?
O que se espera são medidas fortes, duras e rápidas, para avisar que não se aceitará este nível de baixeza na disputa pela sucessão de Marcos Rocha. E terá que vir do PL e da própria Câmara Municipal de Cacoal, porque se nada for feito, por ambos, poderá sinalizar uma aprovação ou, no mínimo, um lava-mãos contra um absurdo como estes.
Alguém aí vai tomar alguma providência ou vai ficar por isso mesmo?
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