QUEIMADAS NO SUL DO AMAZONAS SÓ AUMENTA ONDA DE DESMATAMENTOS E ROUBOS DE MADEIRAS PARA RONDÔNIA

Canutama (AM) 

Escondidos atrás das capoeiras à beira das estradas, madeireiros e fazendeiros acabam por aumentar a onda de desmatamento na região Sul deste município amazonense ao longo da BR-319 em direção a Humaitá, a 220 quilômetros de Porto Velho.

De 2017 a este ano, segundo técnicos da administração local, “pelo menos 600 km2 foram criminosamente derrubados no período”. Segundo o agricultor Alexandre Queiroz, 64. “aqui, está empestado de migrantes sedentos por madeira e gado”.

Da ponte que atravessa o Rio Madeira para o lado amazonense, a penetração fácil de ilegais para os vilarejos ainda com florestas em pé ao longo da BR-319, “são quilômetros de árvores derrubadas ano a ano”.

De acordo Alexandre, que se confessa um amante inveterado das florestas em pé nesta parte da Amazônia Ocidental Brasileira, “a distância entre Canutama, Lábrea e Humaitá e a sede do governo favorece a falta de fiscalização”.

Além das queimadas – no domingo o fogo torrou mais de dez hectares de árvores e vegetação rasteira à altura do quilômetro quatro antes da ponte sobre o Rio Madeira -, o furto de madeira é recorrente, denunciam nativos do Projeto de Assentamento João D’Darc das linhas 15, 17 e 19.

A madeira extraída ilegalmente das áreas centrais das Linhas dos rios Azul, Mucuim e Açuanópolis, “bem aos olhos de agentes do Ibama, Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICM-Bio) e do 54 BIS, com sede na cidade de Humaitá, a 200 quilômetros de Porto Velho”, denunciam moradores das Linhas Transpurus, Jatuarana, C-10 e 33 da BR-319.

A fragilidade do sistema de fiscalização, ora do lado rondoniense, ora no lado amazonense, ultimamente continua favorecendo o transporte de madeiras ilegais extraídas do Sul do Amazonas para à Capital de Porto Velho.

Contrabandistas de produtos da floresta, supostamente, à serviço de madeireiros que fraudariam o sistema de fiscalização federal e estadual no lado amazonense, “transitam com desenvoltura ao longo da BR-319”, acusa Alexandre Queiroz.

Segundo ele, no domingo 4, por volta das 10h30, “língua de fogo irrompeu rapidamente e que tomou conta de grande parte de mata virgem à altura do quilômetro 4,5 da BR-319, pode ser uma pegadinha dos madeireiros para despeitar a fuga de caminhões para os pátios de parte das serrarias locais”.

Em Manaus, a Repórter Meire Nery, atestou junto a órgãos de controle fiscais e ambientais que ao menos 600 quilômetros quadrados de árvores nativas já foram derrubados e nenhum agente infrator autuado foi preso no Amazonas entre os municípios de Canutama, Lábrea, Humaitá (AM) com os distritos de Nova Califórnia, Extrema e Jacy-Paraná, em Porto Velho.

Apesar de existir vários de sistemas de alertas de desmatamentos na área governamental, a maioria incumbida de medir índices de poluição por queimadas (+ desmatamentos), além de Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM), que auxiliaria institutos de pesquisas, “as queimadas avançam sem que os infratores sem punidos e presos pelas autoridades”, arrematou de Manaus, a Repórter Meire Nery.

XICO NERY, Sul de Canutama